Na década de 1830, o coronel comandante superior da Guarda Nacional de Vassouras e Iguaçu, Laureano Corrêa e Castro, Barão do Campo Belo - título com que foi agraciado em 1854 - fez construir entre as montanhas, ao lado de um ruidoso riacho, a sede da Fazenda do Secretário. O casarão foi um dos mais requintados do século XIX na região de Vassouras e é um dos melhores exemplos do estilo neoclássico em sedes de fazenda. |
A fachada apresenta dois frontões e a tradicional sequência de janelas em verga reta, com pestanas e bandeiras decoradas, molduras e colunas com pequenos capitéis. A porta da entrada, em madeira, destaca-se do conjunto pela bandeira em arco pleno. Foi registrada para a posteridade na gravura de Victor Frond e na descrição do francês Ribeyrolles. Este último visitou a fazenda entre 1859 e 1860 e, encantado com os jardins da propriedade, comparou-os aos jardins construídos nos castelos da França. Estátuas em ferro fundido, fabricadas na oficina francesa Barbezar & Co. Val D'Osne enfeitam o jardim. |
A Fazenda do Secretário possuía várias edificações, casas de empregados, senzalas enfermarias, armazéns e tulhas. Hoje, além da tulha, é possível ver parte de uma dessas edificações, com seu enorme relógio francês, que provavelmente servia ao Barão para acompanhar os horários de trabalho do solar. A capela, que faz parte do prédio principal, encontra-se em reforma. As paredes internas da fazenda são ricamente decoradas com as pinturas a óleo com motivos europeus, que tem sido atribuídas ao pintor catalão José Maria Villaronga. |
O Barão de Campo Belo e sua esposa D. Eufrásia Joaquina, tiveram seis filhos: Christóvão, Antônio, Lúcio, Maria da Conceição, Maria e Ana Esméria. O Barão morre em 1861; em 13 de março de 1873 falece a baronesa. Na partilha dos bens herda a fazenda o filho Dr. Christóvão Corrêa e Castro. Com a sua morte em 12 de março de 1891, seu filho Julio Corrêa e Castro, herda a propriedade aos 18 anos de idade, que naquela época compreendia então 272 alqueires e 467 mil pés de café. Em 1877, a propriedade já tinha sido hipotecada. Não podendo saldar suas dívidas, os herdeiros perdem-na para o Banco do Brasil em 1908, quando esta vai a leilão. |